Tiago Freitas, "O Português ao telefone : estrutura conversacional e prosódica", Tese de Doutoramento por acabar..., semeador de hipóteses e trilhador de análises...

"É conversando com os outros que constituímos os nossos estatutos sociais, definimos a natureza da nossa identidade assim como os papéis ou as funções que desempenhamos".
Adriano Duarte Rodrigues (2001), A p a r t i t u r a i n v i s í v e l. P a r a u m a a b o r d a g e m i n t e r a c t i v a d a l i n g u a g e m, Lisboa : Colibri, p.175.

Um "(...) simples “hum hum” pode apresentar inúmeros significados dependendo da entoação com que é produzido e dos gestos e expressões faciais que o acompanham, podendo ser usado, por exemplo, para ameaçar uma criança que se está a portar mal, para indicar desagrado, ou para demonstrar aprovação. Não é que todos estes usos constituam “backchannels”, mas a possibilidade de que alguns destes usos o sejam, e de que no seu uso existam diferenças na forma como a unidade se comporta em termos sequenciais, parece-me suficientemente real para que um estudo entoacional destas unidades seja relevante".
Ricardo DE Almeida (2008), B a c k c h a n n e l s o r a i s n o P o r t u g u ê s E u r o p e u, Dissertação de Mestrado em Ciências da Linguagem, FCSH-UNL.
"Na base dos estudos mais recentes sobre a prosódia na interacção está a Teoria da Contextualização, uma perspectiva sugerida e desenvolvida pelo sociólogo norte-americano Gumperz (...)". A "(...) prosódia obteve um lugar de destaque como pista de contextualização importante na transmissão de informações a nível de alternância de vez, de organização de tópicos, do tipo de actividade e dos papéis sociais"
Isabel Maria Galhano Rodrigues (2007), O C o r p o e a f a l a. C o m u n i c a ç ã o v e r b a l e n ã o-v e r b a l n a i n t e r a c ç ã o f a c e a f a c e, Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian / FCT, pp. 170 e 171.
"Desejosos de salvaguardar a face de cada um, [os participantes na interacção verbal] acabam assim por agir de tal forma que salvaguardam a ordem da comunicação".
Erving Goffman (1987 [1981]), F a ç o n s d e p a r l e r, Paris : Minuit, p.26.

"O etnógrafo deve ter olhos e orelhas (...)"
Bronislaw Malinowski (2002 [1965]), L e s j a r d i n s d e c o r a i l, Paris : La Découverte, p.238

"Descrever, de-scribere, significa etimologicamente escrever de acordo com um modelo, isto é proceder a uma construção, a um recorte, a uma análise no decurso da qual se efectua um ordenamento" (2000 : 34). É "(...) impossível sair da linguagem" (2000 : 36).
François Laplantine (2000 [1996]), L a D e s c r i p t i o n e t h n o g r a p h i q u e, Paris : Nathan.
A verdade é "(…) sempre uma redescoberta pessoal, uma apropriação activa pelo indivíduo".
Pierre Bayle
"Il faut veiller (...) et alimenter ce feu simple, par piété, par prudence. Je n'ai d'ami que lui qui tiédit la pierre centrale de la maison, la pierre communicative, dont la chaleur et la lumière montent à mes genoux et à mes yeux. Là se scelle entre l'homme et le refuge le vieux pacte du feu, de la terre et de l'âme, religieusement. Au milieu des eaux, dans cette île, où la crainte du fleuve me tourmente, ce foyer seul issu de la main de
mes pères, signale encore une présence humaine, et cette veille, et cette attente, à la rive, où erre peut-être, inquiète de me revenir, celle qui hante ma pensée dans la solitude de l'hiver".
Henri Bosco (1992 [1948]), M a l i c r o i x, Paris : Folio Gallimard, p.259.
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